Dia 4 de Hammer - Ano do Escudo - 1367CV
Agnar chegou nesta pequena civilização e ainda está confuso com os costumes e práticas deste povo. Aparentemente eles não têm o costume de libertar o espírito de seus corpos quando morrem, mantendo-os aprisionados para o restante da eternidade - uma prática extremamente cruel e sem consideração pelo ente amigo.
Outra coisa que ele notou é como as pessoas se vestem de forma diferente, com roupas esquisitas e muito mais sofisticadas (uma óbvia profanação quanto a simplicidade que os espíritos da natureza nos exige). Chamou atenção a fêmea que o atendeu numa das casas. Ela era magra e delicada, muito diferente das fortes e impetuosas guerreiras de sua tribo (uma das tribos guerreiras mais ferozes de Sossal, onde as próprias mulheres são ensinadas nas artes militares). Ele se pergunta se as mulheres deste novo mundo são excluídas do poder militar, servindo apenas de fecundadoras para seus maridos, como ocorre nas tribos vizinhas à sua.
O idioma é uma barreira natural. Por sorte ele foi instruído no Idioma Universal pelo próprio Xamã da tribo - seu tio, que outrora vagou pelo mundo colecionando experiência e sabedoria. Ainda que ele não saiba escrever ou expressar-se fluentemente, ele sabe que Unk, o espírito do Urso, símbolo da Honra, Força e Proteção, o guiará e auxiliará durante todo seu percurso colocando em seu caminho pessoas que possam ajudá-lo na sua jornada para disseminar esta maldição que se abateu sobre sua tribo.
Ademais, admirou a hospitalidade e altruísmo dos clérigos do templo daquela divindade pagã, embora obviamente eles têm um compreendimento limitado das Verdades deste mundo.